Segundo ele, a disparidade de resultados comerciais é conseqüência da adoção de alíquotas de importação diferenciada para importadores e montadoras. "Há no mesmo mercado dois tipos de carros importados: os nossos, com alíquota de importação de 35%, e aqueles procedentes do Mercosul e do México, trazidos pelas próprias montadoras, com alíquota zero", argumenta. "É um absurdo trabalharmos no mesmo país com duas alíquotas distintas no mesmo segmento", complenta.
Gandini afirma que a Abeiva tem questionado o tratamento desigual do governo em relação a esses setores e deve discutir com o ministro da Indústria, do Comércio e do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge, a redução de tarifas para as importadoras. "Já estávamos conversando com ex-ministro Luiz Fernando Furlan sobre o assunto e devemos encaminhar nova reivindicação. A medida poderia, inclusive, auxiliar o Governo a conter a queda do dólar", diz.
Gandini ressalta que mesmo com a desvalorização do dólar, não deve haver uma redução de preços para o consumidor uma vez que o custo de produção dos automóveis ficou acima da queda do dólar. "Os preços das matérias-primas de peças e componentes de automóveis estão subindo, isso faz com que os seus preços, nos países de origem, subam, anulando a queda do dólar no Brasil", avalia.
As projeções de comercialização das importadoras para 2007 devem atingir, após o primeiro quadrimestre, 7.100 unidades, retornando aos patamares de vendas de 2002, onde os associados venderam 7.356 veículos, enquanto no mercado total interno foi de 1.487.000 veículos. Este ano, as vendas internas devem ficar em torno de 2 milhões.
(Silvia Regina Rosa - InvestNews)