Se a energia utilizada na circulação de trens fosse comprada no mercado cativo (convencional), o custo médio do megawatt/hora (MWh), incluindo todas as taxas, sairia por R$ 216,11 mil, contra R$ 154,20 mil no mercado livre. Estima-se uma economia total de R$ 75 milhões para a CPTM até o final de 2011, com a obtenção de energia nesta modalidade.
Para os grandes consumidores com demanda superior a 3.000 kilo Watts (kW) em alta tensão, como é o caso da CPTM, a atratividade do mercado livre esta relacionada diretamente com o menor preço. Assim, busca-se minimizar as despesas com energia elétrica de tração, que são extremamente elevadas, principalmente no setor metroferroviário.
Embora esta forma de negociação de energia tenha começado entre 1998 e 1999, a regulamentação emitida pela Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel) e, mais recentemente, o decreto lei 5163 de 30 de julho de 2004, tornaram mais claras as regras deste mercado. Além disso, a CPTM estava atrelada a contratos antigos de fornecimento, cuja rescisão antecipada implicaria em elevadas multas.
Nem tudo é vantagem nessa forma de contratação. No mercado livre, as demandas, que são as taxas pagas pela utilização da rede em função da carga, tiveram que ser contratadas individualmente por subestação, ao contrário da situação anterior de consumidor cativo em que havia uma única demanda integralizada para um conjunto de subestações.
Como resultado, o eventual desligamento de uma subestação, principalmente em horário de pico, pode resultar em multa pela ultrapassagem das demandas contratadas nas subestações vizinhas que assumirão a carga da unidade paralisada.
(ID - InvestNews)