A maior retração no faturamento real ocorreu no comércio de alimentos e bebidas (14,3%) e o melhor desempenho foi no grupo de vestuário, tecidos e calçados (11,6%). Dos sete setores pesquisados, cinco apresentaram resultados negativos.
Na análise do presidente da Fecomercio, Abram Szajman, o resultado foi influenciado pelo crédito, que está se expandindo mais lentamente, e pelo alto nível de endividamento do consumidor - que faz com que ele desvie parte da renda e do crédito do consumo para o pagamento de dívidas.
O grupo de Alimentos e Bebidas sofre com o elevado endividamento da população, que reduz o poder de compra do consumidor. O setor, que é o mais importante na composição do índice geral da PCPV, teve em março queda de 14,3%, acumulando no primeiro trimestre resultado negativo de 11,9%.
Já nas lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados houve elevação de 11,6% no faturamento real, ante março do ano anterior. No ano, o grupo acumula alta de 14,7% - a maior taxa de crescimento acumulada dentre todas as atividades pesquisadas. Destaque para o inverno e o Natal quando o segmento costuma aumentar suas vendas, contribuindo para o seu desempenho.
A Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) é apurada mensalmente pela Fecomercio com dados desde 2004 que são coletados junto a cerca de 600 estabelecimentos comerciais no Estado de São Paulo. A pesquisa tem como objetivo medir o desempenho das micro e pequenas empresas do comércio varejista em seus vários ramos de atividade.
(Redação - InvestNews)