A alteração da Perspectiva do Rating Nacional do Panamericano reflete a melhora e a manutenção de aceitáveis índices de capitalização (16,0% em fevereiro de 2006 e 16,9% em dezembro de 2006, ante 11,05% em setembro de 2006) e de alavancagem de crédito (6,1 vezes o PL em dezembro de 2006 e dez vezes em setembro de 2006, incluindo as cessões com coobrigação).
O banco tem procurado manter maior equilíbrio de ativos e passivos e, após autorização do Banco Central, em novembro de 2006, classificou sua emissão de dívida subordinada, no montante de USD125 milhões, como capital nível 2, o que lhe deu mais folêgo para o desenvolvimento de suas atividades a médio prazo e contribuiu para a melhora de sua estrutura de capitais. Segundo o banco, a capitalização permanecerá acima de 15%, com a utilização de cessões, principalmente sem coobrigação. A Fitch pode ajustar os ratings do banco, caso a capitalização sofra uma deterioração e a alavancagem aumente sem maior sustentação da base de capital.
Os ratings nacionais do Panamericano são baseados na longa experiência do banco em crédito ao consumo; na aceitável qualidade de crédito, condizente com o setor de atuação; e nas sinergias com o Grupo Silvio Santos (GSS), bem posicionado em seus nichos de mercado, cuja imagem e vínculo beneficiam a captação do banco, reconhecido como parte estratégica deste. Por outro lado, os ratings ainda são influenciados pela política de alta alavancagem e pelo baixo limite de liquidez, apesar destas terem apresentado melhora, principalmente após a emissão de dívida subordinada. A agência acredita que uma abertura de capital, processo adotado por vários pares, também beneficiaria a capitalização. Entretanto, embora considere esse projeto factível, entende que sua realização depende de um ambiente econômico saudável.
(Redação - InvestNews)