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Analistas argentinos questionam inflação do país

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Sao Paulo, 5 de maio de 2007 - O Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) divulgou ontem os dados oficiais da inflação em abril, que registrou alta de 0,7%. O resultado foi principalmente afetado pelos grupos alimentos, aluguéis de imóveis e vestuário.

A elevação de abril é 30 vezes menor do que a registrada no mesmo período de 2006, quando teve variação positiva de 3,9%. No primeiro trimestre de 2007, a inflação acumulou 3%.

O resultado do índice era esperado com grande expectativa pelo mercado, já que é divulgado por Alejandro Barrios, novo chefe do Indec, indicado ao cargo pelo presidente Néstor Kirchner com o objetivo de devolver a credibilidade ao organismo.

Os dados divulgados estão próximos às estimativas da maioria dos economistas, que projetaram alta entre 0,8% e 0,9%. No entanto, o índice não acalmou os analistas, que voltaram a questionar a metodologia do Indec e alertaram que os preços dos alimentos, por exemplo, não estão de acordo com os valores da cesta básica, o que coloca em dúvida os resultados divulgados.

Há cerca de um mês, o Indec divulgou alta de 3,6% em março no preço das cestas básicas. Já a inflação do grupo alimentos ficou em 1,1%. Em seguida, após o questionamento do mercado, o Ministério de Economia da Argentina foi obrigado a revisar os números, que posteriormente foram corrigidos. No resultado final, o grupo alimentos teve deflação de 0,2%, o que colocou em risco a credibilidade da instituição.

(Marcel Salim - Investnews)