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Diretor do FMI diz que AL deve diminuir vulnerabilidade a crises

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Agência EFE

WASHINGTON - O diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, disse que os países latino-americanos devem reduzir ainda mais sua vulnerabilidade às crises financeiras, mediante taxas de câmbio flexíveis e políticas fiscais robustas, citando o Brasil como exemplo de redução da dívida.

- Embora as políticas fiscais tenham melhorado em linhas gerais desde a década de 1990, vários países registraram recentemente rápidos aumentos em suas atuais despesas governamentais - avaliou Rato.

Em discurso na 37ª conferência do 'Conselho das Américas', o diretor do FMI destacou que o endividamento público ainda é alto na região, ao beirar, em média, os 50% do Produto Interno Bruto (PIB).

Rato acrescentou que em alguns países, como o Brasil, a Colômbia e o Peru, a dívida diminuiu, enquanto em outros a estrutura da dívida melhorou, embora sem dizer em quais. Diante de políticos e empresários, Rato fez uma extensa análise sobre os mercados financeiros nos Estados Unidos e América Latina. O diretor do FMI também ressaltou a necessidade de concluir a Rodada de Doha com sucesso.

- A prioridade mais imediata é conseguir uma conclusão da Rodada de Doha que leve a reformas ambiciosas. Mas serão necessárias muitas mãos para completar este trabalho. Nisso, os EUA são chamados a desempenhar um papel especialmente importante - disse Rato.