Agência Brasil
RIO - O Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP) e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) manifestaram preocupação com a demora do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em autorizar a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a realizar a 9ª Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo no país.
Na avaliação do presidente do IBP, João Carlos De Luca, a agência precisa de seis meses, no mínimo, para estruturar uma rodada de leilões. Segundo ele, os sucessivos adiamentos das reuniões do Conselho Nacional de Política Energética preocupam o setor. Na última sexta-feira, foi adiada mais uma reunião.
- Esta já é a terceira vez que a reunião do CNPE é adiada e a decisão sobre a realização da rodada continua indefinida, disse De Luca.
Para ele, caso não haja logo deliberação autorizando a ANP a iniciar o processo licitatório, a realização da rodada ainda este ano poderá ficar comprometida, com prejuízo para toda a indústria petrolífera.
Esta reunião foi mais uma vez adiada, sem que se definisse sequer a data da próxima.
- Se não tomarmos providências no curto prazo para definir a situação, corremos o risco de não ter rodada este ano.
Para o diretor geral da Onip, Eloi Fernández Y Fernández, a previsibilidade que o país havia adquirido com o êxito das sete primeiras rodadas pode ficar comprometida com a indefinição do governo sobre a 9ª Rodada.
A previsibilidade é que garante a capacidade de planejamento do setor de fornecedores. Caso esta indefinição continue, o setor industrial voltado para os segmentos de peças e serviços terá que procurar outras áreas para direcionar seus produtos.
Apesar do calendário apertado, tanto Fernández, quanto De Luca acreditam que o governo ainda tenha condições de viabilizar nova rodada ainda em 2007.
- Acreditamos que o governo pode e deve definir rapidamente a realização da rodada. Temos um processo de abertura que conquistou muito respeito com as sete primeiras rodadas - todas realizadas muita transparência.
- Achamos, por isto mesmo, que o governo tem que retomar rapidamente o processo, pois a indústria do petróleo e do gás já responde por 12% do PIB brasileiro na soma de todas as riquezas produzidas no país. E é a continuidade das licitações que garante o modelo de abertura que foi feito.