Além da agência, a rodada de negócios entre os países contará com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque (CCIBI), que vai disponibilizar estrutura com tradutores, certificado de origem e conformidade dos produtos, equipe de consultores legais e promoção comercial. "Neste ano, pretendemos conhecer mais o mercado local e aprimorar a segmentação das vendas", conta o coordenador da Unidade de Eventos Internacionais, Juarez Leal.
A última edição da feira teve a participação de mais de mil expositores de 49 países. No ano passado, aproximadamente 14 mil profissionais visitaram o evento, quando os negócios com as empresas brasileiras alcançaram US$ 80 milhões (em 12 meses). "Foi um volume bem superior as nossas projeções", destaca o analista de Eventos Internacionais, Frederico Couto. Ele conta que além do Brasil devem participar da feira Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Turquia e Austrália.
Em 2006, os principais produtos brasileiros exportados para o Iraque foram: açúcar, conservas, carnes bovina e de frango, transformador de dielétrico líquido, chassis com motor a diesel e cabina, tratores. No período, as vendas nacionais para aquele país atingiram US$ 153 milhões, o que representou um aumento de 206% em relação ao ano anterior, quando o Brasil havia exportado US$ 50 milhões para o mercado iraquiano.
Na outra ponta, o Brasil importou daquele país óleos brutos de petróleo, pagando em torno de US$ 596,6 milhões para os iraquianos.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)