O Banco do Sul é uma proposta defendida pelos governos de Hugo Chávez, da Venezuela, e de Néstor Kirchner, da Argentina. A idéia é que a instituição financie projetos de desenvolvimento para a região. O governo brasileiro tem se posicionado com cautela em relação à proposta. Para alguns setores, o Brasil quer ampliar a atuação do BNDES na região.
Para o professor da Faculdade de Ciências Econômicas, a adesão do Brasil significará a transferência da experiência do BNDES para a formação do Banco do Sul. Indagado se caso o Brasil não ingressar no projeto, Venezuela e Argentina terão condições de tirar a instituição do papel, o economista afirmou que o banco poderá ser criado sem o Brasil, mas não será o mesmo.
"É como no futebol. Podemos fazer um campeonato de futebol sul-americano sem o Brasil e jogarmos sem o Brasil, mas não será o mesmo campeonato sul-americano. Podemos fazer um banco sem o Brasil, mas não será o mesmo banco", disse Ferrer, acrescentando que é fundamental o compromisso de todas as nações da região para a proposta deslanchar.
O economista não acredita que as posições polêmicas de Hugo Chávez possam prejudicar a criação do banco. "Se a idéia é criar um instrumento financeiro estritamente para os países da América do Sul, com uma base financeira sólida, com projetos muito claros, como de infra-estrutura, de desenvolvimento energético, de desenvolvimento industrial, de desenvolvimento da ciência e tecnologia, um programa de investimentos útil e bem administrado. Um banco que tenha acesso aos mercados de
capitais, o Banco do Sul pode ser muito bom", destacou.
Amanhã (27), os presidentes Lula e Néstor Kirchner têm reunião na capital argentina, Buenos Aires. A formação do banco deve ser um dos temas da conversa.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)