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BC e EUA adiciona volatilidade aos negócios

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SÃO PAULO, 24 de abril de 2007 - As surpresas no mercado de câmbio, com as atuações erráticas do Banco Central, trouxeram incertezas quanto à postura que será adotada pelo BC. Estas dúvidas, em especial se a autoridade monetária pretende ou não, realizar diariamente os leilões com swap cambial reverso adicionou volatilidade aos negócios. Após oscilar entre as pontas de R$ 2,034 e a R$ 2,042, o dólar comercial subiu 0,05% no final da manhã, vendido a R$ 2,038.

A piora no índice de confiança do consumidor norte-americana, para 104 pontos - o menor em oito meses e a queda de 8,4% em março nas vendas de imóveis - menor patamar em quatro anos, também repercutiram negativamente sobre os ativos ao redor do mundo. As principais bolsas de valores operavam no vermelho e por aqui, a Bovespa chegou a cair mais de 1%.

No entanto, a pressão sobre o câmbio era arrefecida pelos dados brasileiros das contas do setor externo. O fluxo de recursos para o País continua firme e em março, de acordo com o BC, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram US$ 2,778 bilhões, volume 70,5% maior do que o registrado no terceiro mês de 2006 (US$ 1,629 bilhão). Para conter o fluxo, a autoridade monetária comprou US$ 8,3 bilhões em março no mercado cambial, mas mesmo assim, a moeda estrangeiro acumulou 2,83% de perda frente ao real.

Na parte política, as atenções se voltaram para a sabatina de Mario Tóros, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Indicado para a diretoria de política monetária do BC, Tóros discursa sobre temas fundamentais como câmbio, juros, inflação e crescimento.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)