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Taxas operam sem direção única

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SÃO PAULO, 23 de abril de 2007 - Com baixo volume de negócios, os juros para contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) mais transacionados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nesta manhã operam sem rumo definido. Instantes atrás, o vencimento em janeiro de 2009 - mais líquido - registrava taxa de 10,95%, ante 1,98% do ajuste de sexta-feira, com 65 mil transações e giro R$ 5,4 bilhões. O contrato para maio de 2007 mostrava juro de 12,39%, como no fechamento anterior, após 2 mil transações e giro de R$ 215,8 milhões. Julho de 2007 indicava taxa de 12,26% a mesma do último ajuste, com 7 mil negócios e volume R$ 697 milhões. O DI de outubro de 2007 saía de 11,90% igual ao fechamento passado, após 700 transações e giro de R$ 66,5 milhões. Janeiro de 2008 subia de 11,56%, do ajuste anterior, para 11,57%, com 55 mil negócios e volume de R$ 5 bilhões. O contrato de janeiro de 2010 sinalizava taxa de 10,76%, face 10,80% do fechamento de sexta-feira, após 42,7 mil negócios e volume de R$ 3 bilhões.

Durante a manhã, os investidores repercutiram o dados do Boletim Focus, que mostrou alta de pela quarta semana consecutiva nas projeções dos analsitas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 4% para 4,10%. Para 2008, a expectativa se manteve em 4%. No entanto, vale destacar que, mesmo com a melhora da expectativa, a projeção para o PIB ainda está abaixo do cenário projetado pela equipe econômica na Proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008. Para 2007, o governo aposta em PIB de 4,5% e de 5% nos três anos seguintes, entre 2008 e 2010.

O documento revelou que o mercado aposta na queda da inflação nacional, estimando que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine o ano em 3,78% contra 3,81% da semana anterior. Essa foi a segunda redução seguida do indicador.

Já com relação à taxa de juro básico, o cenário se manteve o mesmo, com os analistas projetando Selic na casa de 11,25% anuais.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)