Instantes atrás, o contrato para maio de 2007 - o mais líquido - mostrava juro de 12,39%, face 12,43% do ajuste de ontem, com 117 mil transações e giro de R$ 17,6 bilhões. Julho de 2007 indicava taxa de 12,27%, contra 12,28% do último fechamento, após 40,5 mil negócios e volume R$ 3,9 bilhões. O vencimento outubro de 2007 saía de 11,91%, do ajuste passado, para 11,88%, com 31 mil transações e giro de R$ 2,9 bilhões. O DI de janeiro de 2008 caía de 11,61%, do fechamento anterior, para 11,57%, após 188 mil negócios e volume de R$ 17,4 bilhões. Janeiro de 2009 registrava taxa de 10,96%, ante 11,08% do ajuste de quinta-feira, com 176,7 mil transações e giro R$ 14,8 bilhões. O contrato de janeiro de 2010 passava de 10,88% para 10,80%, após 109 mil negócios e volume de R$ 8 bilhões.
Na quarta-feira, o colegiado optou pela redução de 0,25 ponto percentual da Selic (12,5% ao ano) por quatro votos a três, o que levou os investidores a acreditar que essa divisão na opinião entre a diretoria do comitê possa contribuir para que redução da taxa do juro básico tenha maior dimensão, passando para 0,50 ponto percentual na próxima reunião em junho. Com isso, os agentes realizaram ajustes de posições, puxando as taxas de DI para baixo.
Aliado a isso, os negócios refletem também a melhora no humor internacional, que conseguiu se recuperar da tensão causada pela possibilidade de uma crise na China devido ao superaquecimento daquela economia. Um ação forte do governo chinês para controlar a inflação do país poderia enfraquecer a economia que, atualmente, é considerada um dos motores de crescimento do mundo todo. Na véspera, a China anunciou um Produto Interno Bruto (PIB) de 11,1% e inflação ao consumidor de 3,3%, ambos acima das estimativas do governo.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)