Para Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da Corretora Souza Barros, o Banco Central fez o leilão para impedir que a euforia externa contaminasse o câmbio, deixando assim o dólar ainda mais depreciado. "Pelos bons fundamentos internos, por mais que o BC utilize as ferramentas que dispõe para segurar o câmbio, o dólar tende a se desvalorizar, a não ser que aconteça algo fora do contexto", disse.
No leilão, a autoridade monetária vendeu integralmente os 12,9 mil contratos ofertados, equivalente a cerca de US$ 603 milhões. No mercado a vista comprou dólares a uma taxa média de R$ 2,0265. "A operação teve efeito mais psicológico do que efetivo", completou.
No exterior, os mercados resgataram o tom positivo, removendo o temor com o aquecimento excessivo da economia chinesa para um segundo plano e redirecionando o foco para o resultado positivo dos balanços das empresas norte-americanas. Neste cenário, o risco brasileiro chegou ao piso recorde de 144 pontos e a Bovespa beirou os 50 mil pontos.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)