São Paulo e Santos serão afetados pela medida, com as exportações passando de 24,6 para 24 milhões de metros cúbicos de gás diários, segundo o ministro boliviano do Planejamento e Desenvolvimento, Gabriel Loza. Mas a Argentina será a mais afetada, com o abastecimento passando de 5 milhões de metros cúbicos para 1,2 milhão de metros cúbicos por dia.
A decisão, adotada pela iminente paralisação das operações do megacampo de San Alberto foi comunicada às estatais Petrobras e Enarsa, da Argentina, operadoras da importação.
"Nós, como governo, estamos informando que se trata de uma impossibilidade circunstancial", contemplada como atenuante nas cláusulas de penalidades dos contratos de fornecimento de gás assinados com o Brasil e a Argentina, explicou um porta-voz do ministério.
A decisão foi adotada prevendo as conseqüências que possam acarretar a tomada, por parte dos manifestantes, de três instalações - duas administradas pela holandesa Shell e a outra pela Petrobras.
Além disso ocorre um conflito há quatro dias entre duas províncias do sul boliviano pela jurisdição de um megacampo, que a título de royalties, rende US$ 25 milhões por ano.
O governo de Evo Morales conseguiu reunir em La Paz, por mediação do vice-presidente Alvaro García, as autoridades de O´Connor, uma das províncias em disputa, e os parlamentares do departamento de Tarija, onde está localizada a crise.
(Redação com agências internacionais - InvestNews)