Ingressos amenizam pressão chinesa e dólar cai

SÃO PAULO, 19 de abril de 2007 - A liquidez internacional e os bons fundamentos internos mantêm os ingressos de recursos em direção ao País, o que garantiu mais uma sessão de desvalorização do dólar. A divisa estrangeira encerrou cotada a R$ 2,027 na compra e a R$ 2,029 na venda, em baixa de 0,25% frente a cotação de ontem. No ano, o dólar acumula 5% de perda. A taxa de risco-Brasil caía para 150 pontos.

Pela manhã, a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 11,1% no primeiro trimestre do ano, acima das expectativas, associada à divulgação de uma alta de 3,3% na inflação ao consumidor, resgatou o temor de novos apertos monetários no país e disseminou preocupação nos mercados financeiros. No câmbio, o dólar chegou a subir 0,25%.

Mas ao longo do dia, a avaliação de que a economia chinesa continuará gigante, mesmo que haja com a política mais restritiva, devolveu ânimo aos mercados. Em Wall Street, as bolsas de valores operaram em território positivo e a Bovespa acompanhou, mas o movimento não conseguiu se sustentar.

Por aqui, o fluxo de divisas segue forte neste início de abril. O saldo líquido das operações de câmbio contratado foi de US$ 4,361 bilhões até o dia 13, o que corresponde a uma média diária de US$ 485 milhões.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)