Fluxo pode conter pressão chinesa

SÃO PAULO, 19 de abril de 2007 - A forte queda das bolsas asiáticas, refletindo a expectativa de que o forte aquecimento econômico da China pode fazer o governo elevar os juros, prejudica os ativos ao redor do mundo. Mas no câmbio, o movimento de alta deve ser contido pelo ingresso de recursos. Instantes atrás, o dólar avançava 0,20%, para R$ 2,036 na compra e R$ 2,038 na venda.

Na Ásia, Xangai recuou 4,52%, Tóquio caiu 1,67%, Seul perdeu 1,36% e Hong Kong apresentou declínio de 2,3%. O governo chinês informou que a inflação subiu de 2,7% em fevereiro para 3,3% em março na taxa anualizada. Já o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 11,1% no primeiro trimestre do ano. Ambos acima das estimativas.

Por aqui, o fluxo de divisas continua forte. Dados recentes do Banco Central (BC) mostraram que o saldo das entradas e saída de dólar ficou positivo em US$ 4,362 bilhões nas primeiras duas semanas de abril. Em março, o saldo ficou em US$ 6,647 bilhões.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), já amplamente esperada, não influencia sobre os negócios. Ontem a noite, o comitê cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, agora em 12,5% ao ano.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)