Cai o número semanal de pedidos de seguro-desemprego nos EUA

Agência EFE

WASHINGTON - O número semanal de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caiu em 4 mil na semana passada, a 339 mil, informou hoje o Departamento de Trabalho.

A média das solicitações nas últimas quatro semanas, um dado mais confiável, aumentou em 5.250, chegando a 328.750, o nível mais alto em cinco semanas.

Na semana anterior, encerrada no dia 7, o número de pessoas que recebem o seguro-desemprego havia aumentado em 6 mil e chegado a 2,531 milhões, também o nível mais alto em cinco semanas.

A média das últimas quatro semanas do número de pessoas que recebiam o benefício subiu em 9 mil e chegou a 2,516 milhões, segundo o relatório.

Em um ano as novas solicitações aumentaram 8%, e o número de pessoas que continuam recebendo o subsídio subiu em torno de 3%.

Alguns economistas observaram com preocupação o aumento recente nos pedidos de seguro-desemprego, benefício pago pelos Governos estaduais.

Mas até agora o ritmo moderado de crescimento econômico não teve muito impacto no índice de desemprego, que, no mês passado, caiu para 4%, nível considerado normal para a economia americana.

Muitos analistas consideram que um número semanal de entre 300 mil e 325 mil novas solicitações do seguro reflete um crescimento saudável do emprego de cerca de 15 mil postos de trabalho.

Se as novas solicitações ultrapassarem a marca semanal de 350 mil, isso representaria um enfraquecimento do mercado de trabalho, segundo os economistas.

As novas solicitações indicam demissões, e a quantidade de subsídios pagos indica o nível de dificuldade para se conseguir um emprego.

Em termos gerais, o seguro-desemprego, que é pago por até 26 semanas, está disponível para as pessoas que perdem o emprego por motivos que não sejam de sua responsabilidade, e enquanto continuam a procurar uma nova ocupação.

Passadas as 26 semanas, quem ainda não estiver empregado passa a figurar nas estatísticas de desemprego, mas os que abandonam a ocupação por qualquer razão, incluindo os que não encontram outra com remuneração ou condições satisfatórias, simplesmente desaparecem da estatística e não contam como desempregados.