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Depois de três recordes índice cai 0,34%

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SÃO PAULO, 17 de abril de 2007 - Depois de três recordes consecutivos de fechamento, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerra em território negativo. Depois de superar novamente os 49 mil pontos, o Ibovespa fechou em baixa de 0,34%, aos 48.755 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,56 bilhões.

O pregão de hoje teve dois momentos distintos. Logo após a abertura, o índice registrou nova máxima histórica intraday, batendo 49.156 pontos. O indicador refletia a inflação ao consumidor abaixo do esperado nos Estados Unidos.

Mas no decorrer do dia o movimento de compra perdeu força. Para o gerente do departamento de pesquisas da Planner Corretora, Ricardo Tadeu Martins, o índice refletiu, em parte, a queda na produção industrial norte-americana e as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) da Filadélfia, Charles Plosser, que disse que a inflação segue "desconfortavelmente alta". Outro fator a influenciar no pregão é o vencimento de opções sobre o índice futuro, que ocorre na quarta-feira.

Ainda de acordo com Martins, não havia motivo aparente para o Ibovespa manter o forte movimento de compra que vem sendo observado nos últimos pregões. ´Não teria mais sustentação sem antes passar por uma correção. O índice estava puxado e precisava dar uma acalmada´, avalia.

Vale destacar que nos 11 pregões deste mês foram registrados sete recordes de fechamento e apenas três sessões de baixa. Mesmo com a queda de hoje, a alta acumulada em abril ainda está em 6,44%, ou cerca de 3 mil pontos.

O foco segue na economia norte-americana, com os investidores acompanhando a apresentação dos balanços trimestrais. Segundo Martins, até o momento os resultados trazem um certo conforto, pois indicam que a economia dos EUA está indo bem, mesmo que em um ritmo um pouco menor. No entanto, os mesmos resultados podem se tornar um foco de preocupação. "Pois o Fed pode avaliar que a economia está reaquecendo ou em um nível que pode gerar inflação."

Segurando o índice em baixa, as ações da Petrobras caíram 1,84%, para R$ 47,75. O papel vinha em forte movimento de alta e, para Martins, a queda de hoje pode ser vista como uma correção em função do exercício de opções realizado ontem. Outro fator a pesar sobre o papel foi a queda no preço do óleo no mercado internacional.

Correção também no setor siderúrgico, com as ações da Usiminas (USIM5) recuando 2,47%, para R$ 94,40. Arcelor (ARCE3) caiu 1,69%, para R$ 49,30, e a CSN (CSNA3) perdeu 2,33%, para R$ 87,90.

O setor bancário operou em destaque mais uma vez. As ações do Itaú (ITAU4) subiram 2,55%, para R$ 79,22. A Itaúsa anunciou a compra das operações de private banking do ABN Amro, em Miami e Montevideo. A aquisição soma US$ 3,3 bilhões à carteira de Private Bank do Itaú, que agora está em US$ 23 bilhões. A Itaúsa (ITSA4) avançou 1,25%, para R$ 12,10.

Sadia e Perdigão seguem em alta, avançando 2,26% e 1,39%, para R$ 29,40 e R$ 8,72%, respectivamente.

Bom desempenho também para a TAM (TAMM4), que subiu 2,23%, para R$ 52,55 e para a Cosan (CSAN3), que teve alta de 1,65%, para 41,12.

(Eduardo Campos - InvestNews)