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Índice beira os 48 mil pontos e bate novo recorde

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SÃO PAULO, 13 de abril de 2007 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se aproxima dos 48 mil pontos e bate novo recorde de fechamento. Acompanhando a recuperação em Nova York, o Ibovespa subiu 1,22%, encerrando o pregão aos 47.926 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,7 bilhões. O índice fecha a semana com ganho de 2,74%. No mês de abril, a alta está em 4,63%. E no ano, a valorização é de 7,76%.

De acordo como economista da Geração Futuro Corretora de Valores, Mauro Giorgi, o mercado brasileiro passa por um ciclo virtuoso de entrada de recursos externos, queda do risco-País e alta da bolsa. "E acreditamos, por enquanto, que este ciclo não vai parar", avalia.

Dados apresentados pela Bovespa indicam um fluxo positivo de investimento estrangeiro de R$ 610 milhões nos 10 primeiros dias de abril. O resultado segue uma entrada líquida de cerca de R$ 1,5 bilhão em fevereiro e março. Já o risco-País segue operando em pisos mínimos, por volta dos 155 pontos, o que favorece a entrada de dinheiro.

Para Giorgi, diante deste atual ciclo, é fundamental ressaltar que uma realização de lucros é um movimento normal e necessário. "O principal é que o investidor entenda que realizações são necessárias para que tenhamos um mercado saudável."

Ainda de acordo com o economista, temos um cenário benigno pela frente, mas isto precisa ser sancionado por uma série de dados, com a inflação nos Estados Unidos e o comportamento do Comitê de Política Monetária (Copom), eventos que ocorrem semana que vem.

Outro ponto destacado por Giorgi são os vencimentos de opções. Estes movimentos trazem volatilidade ao mercado, resultado da briga entre comprados e vendidos. Na segunda-feira, ocorre o vencimento de opções sobre ações e quarta-feira o vencimento sobre o Ibovespa futuro. "Normalmente temos o vencimento influenciando o mercado, mas em termos econômicos o cenário é positivo."

Sustentando a alta, as ações da Petrobras (PETR4) avançaram 2,16%, para US$ 47,71. Forte alta também para a Usiminas (USIM5), que subiu 4,74%, para R$ 94,90. O papel tenta superar novamente o patamar dos R$ 100. A Vale (VALE5) ganhou 0,53%, para R$ 69,78.

Bom desempenho também para Souza Cruz (CRUZ3) com alta de 5,0%, para R$ 40,95. A CCR segue em alta, refletindo as notícias de que o governo de São Paulo pode abrir novas concessões de rodovias. O papel (CCRO3) ganhou 4,42%, para R$ 30. A OHL (OHLB3), que também atua no setor, subiu 2,24%, para R$ 29,65.

Os papéis da Itausa, Sadia, CSN, Cemig, Cyrela, Pão de Açúcar, Telesp e Submarino avançaram mais de 2% cada.

Na ponta oposta, TIM Part ON (TCSL3) caiu 1,61%, para R$ 11,54. A TAM (TAMM4) recuou 1,61%, para R$ 51,15, e a Arcelor (ARCE3) perdeu 1,48%, para R$ 49,75.

A Metalfrio (FRIO3) encerrou com alta de 7,89%, a R$ 20,50, no seu pregão de estréia no Novo Mercado. A companhia realizou uma oferta de 20,73 milhões de ações em oferta primária e secundária, a R$ 19 cada.

As novas ações de emissão da Indústrias Romi (ROMI3) também entraram hoje para o mercado. O papel subiu 5,39%, para R$ 16,02.

(Eduardo Campos - InvestNews)