Em relatório divulgado hoje, o banco estima um retorno médio de 23,9% para as ações brasileiras nos próximos 12 meses. Do total, 20,9% são correspondentes ao aumento no preço das ações e o restante reflete os dividendos (+3,3% em moeda local).
O ML apresenta três motivos principais para sua visão. O primeiro deles é a expectativa de forte crescimento dos lucros - 24% em dólares para 2007 e 14% para 2008 -, resultado da forte atividade interna, desalavancagem das empresas, valorização do real e elevado preço das commodities. O banco também destaca que a qualidade dos lucros também está melhorando, como o lucro das empresas, excluso da conta as companhias voltadas às commodities, apresentando alta de 29%, em dólar, em 2007, e 15% em 2008.
O ciclo de afrouxamento monetário é outro fator a dar atratividade aos investimentos no País. A queda nos juros, segundo o ML, deve impulsionar o consumo e acelerar o crescimento da economia. Outra vantagem da retração na Selic é a redução do custo de oportunidade para o investimento em ações, o que deve promover uma mudança nos investimentos de fundos de pensão e fundos mútuos da renda fixa para a renda variável.
Ainda de acordo com o banco, o retorno das ações ainda pode ser elevado em outros 19%. O ponto chave para que isso ocorra é a obtenção do grau de investimento, estimado para 2009. A redução do risco-País também favorece o mercado.
No entanto, o banco indica que não leva em consideração este potencial de alta dado o andamento das reformas estruturais necessárias para a redução do tamanho do Estado. Segundo o ML, as reformas permitiriam uma redução mais rápida na relação dívida/PIB, deixando mais próxima a perspectiva do grau de investimento. Além disso, o Estado menor permitiria mais investimentos em infra-estrutura e educação.
No mesmo relatório, o banco indica que retirou a Klabin de sua lista "Foco" e incluiu a CSN. A mudança reflete, entre outras coisas, o maior risco de alta para os produtos siderúrgicos em comparação com papel e celulose. Ainda fazem parte da lista as ações da: Bradespar, Cemig, Vale PN, Energias do Brasil, Petrobras ON, TAM, Unibanco e Votorantim.
(EC - InvestNews)