Ao conversar com jornalistas, ele afirmou que as exportações sempre estarão em primeiro plano e o que o presidente Lula pediu foi que a atenção se volte mais para o mercado interno e que se façam desonerações voltadas para esse mercado. "As duas coisas devem ser separadas: as exportações estão em um lugar, ficarão em um lugar, e agora teremos olho para um outro lado", explicou.
É preciso "entrar na esfera da desoneração", enfatizou o ministro. "É muita oneração sobre a produção, sobre o investimento produtivo, e o presidente tem consciência disso e acha que está na hora de começar a mudar o enfoque".
Miguel Jorge lembrou que trabalhou próximo ao ministério durante os 14 anos em que esteve na indústria automobilística. "Em um determinado momento da vida, temos que tentar fazer alguma coisa, e não ficar do lado de fora falando que não não funciona, que não vai bem, mas entrar e, se falar que não vai bem, porque nós também somos culpados e somos parte desse não vai bem".
Ao transmitir o cargo a Miguel Jorge, o ministro Luiz Fernando Furlan, disse que durante os quatro anos à frente da pasta, ministério passou cerca de 400 dias viajando pelo exterior e, no habitual tom bem-humorado, aconselhou a esposa de Miguel Jorge a não deixá-lo fazer o mesmo.
Miguel Jorge é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, foi vice-presidente-executivo de Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos e Corporativos do Santander Banespa, diretor da Autolatina (projeto que uniu a Ford e a Volkswagen) e é jornalista por formação.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)