O uso racional da água permitiu a algumas fábricas ultrapassar o benchmark mundial de consumo de 3,75 litros de água para cada litro de cerveja produzido. Em 2006, as unidades de Curitiba, Brasília e Agudos atingiram índices anuais de 3,49; 3,63 e 3,70 litros de água/litro de cerveja, respectivamente.
Para entender a evolução da economia, em 2001 a quantidade de água usada pela AmBev para produzir um litro de bebida era de 5,62 litros de água/litro de cerveja. Em 2006, o índice geral caiu para 4,30 litros de água/litro de cerveja.
Somente no último ano, foram aplicados R$ 57,2 milhões em projetos e despesas de controle ambiental. "Toda indústria precisa de água para operar. Quando falamos de bebida, essa necessidade é ainda maior. Até por esse motivo, temos a preocupação de preservar o recurso, tanto no que diz respeito à qualidade quanto à disponibilidade, tarefa que contribui para a sustentabilidade do nosso negócio", explica Milton Seligman, diretor de Relações Corporativas da AmBev.
A economia total de água gerada pela AmBev nos últimos três anos seria suficiente para abastecer por um mês uma população com cerca de 920 mil habitantes. Todo o trabalho de racionalização de consumo e reaproveitamento está focado na água utilizada para serviço, como lavagem de tanques, garrafas e limpeza em geral. A água destinada à composição dos produtos fabricados pela Companhia, definida como água nobre - ela está dentro dos mais altos padrões de qualidade - não passa pelo processo de reuso.
Todas as fábricas seguem uma cartilha, conhecida internamente como Mandamentos da Água, onde são destacadas práticas como a manutenção de equipamentos para impedir vazamentos e o acompanhamento constante dos índices de cada uma das fábricas. Para isso, foram instalados medidores em cada etapa do processo produtivo. As áreas de trabalho recebem uma meta de consumo e toda a água excedente passa a ser reaproveitada em atividades que não envolvam a elaboração de produto. Esses procedimentos estão incorporados à rotina dos funcionários.
As fábricas também possuem estações de tratamento que, juntas, têm capacidade para tratar 200 mil metros cúbicos de efluentes por dia - o equivalente à estação de tratamento de um local com 4,5 milhões de habitantes, semelhante à população do Estado de Goiás. Assim, toda a água usada dentro das fábricas é devolvida à natureza com alta concentração de pureza. Amostras desse fluxo da água são analisadas mensalmente em laboratórios internos.
(Redação - InvestNews)