"A alta nos preços dos alimentos é tradicional no começo do ano. Porém, o recuo começa a acontecer em meados de fevereiro e se estende pelo mês de março, o que não aconteceu em 2007. Esse comportamento atípico dos preços é reflexo das variações climáticas. Primeiro, as fortes chuvas e depois a estiagem, geraram um reajuste nos preços mais intenso e por um período mais longo", explicou economista da Fecomércio-RJ João Carlos Gomes, por meio de comunicado.
Para as famílias com rendimento até oito salários mínimos, o aumento foi de 0,95%. Entre as que têm renda acima desse valor, a variação foi de 0,97%.
Pela segunda semana seguida, a cebola foi o item que sofreu a maior alta (9,29%), seguida pela cenoura (8,69%) e pelo tomate (8,59%). Em contrapartida, os produtos que tiveram as maiores quedas foram a maçã (-3,58%) e o alface (-2,59%).
Na análise mensal, compreendida entre 14 de fevereiro e 15 de março, a Cesta de Compras apresentou alta de 1,64%. Para as famílias com rendimento até oito salários mínimos, o aumento foi de 1,81%. Entre as que têm renda acima desse valor, a variação foi menos intensa, de 1,51%.
Os itens que apuraram as maiores altas nos preços foram: cenoura (37,58%), cebola (32,31%) e tomate (28,67%). Em contrapartida, a maçã registrou deflação de 17,16%.
Desde o início do ano, a Cesta de Compras acumula alta de 4,35%. Nos últimos 12 meses apurou-se um aumento no custo da cesta de 0,72%.
(Redação - InvestNews)