Ellen Gracie, que acumula as funções de presidente do CNJ e também do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve presente no evento e afirmou que o "País precisa de atitudes permanentes mas por deficiências do sistema há um incentivo à litigiosidade".
"Pretendemos que conciliação seja um movimento permanente, em que a conciliação faça parte do dia a dia´, afirmou a ministra. A idéia é que a câmara sirva de mediador entra as partes para evitar que o processo judicial se estenda por anos´.
A ministra do STF disse que há no Brasil 62 milhões de processos em tramitação. Se esse número for dividido entre todos os magistrados na ativa, daria 4.400 processos a serem julgados para cada juiz. "Todos sabem que isso é uma marca impossível", afirmou Ellen.
O CNJ espera que, com o incentivo às câmaras de conciliação, possa diminuir o número de processos em andamento, o que poderia agilizar a conclusão das ações.
O presidente da Fiesp, por sua vez, disse que é necessário haver reformas estruturais. "A nossa justiça é lerda, ela não tem a agilidade que o Brasil necessita", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao defender a iniciativa da entidade.
Além da agilidade, Ellen Gracie defendeu que a medida pode diminuir o valor gasto anualmente com o judiciário, já que cada processo custa, em média, R$ 412. ´É um esforço que tem uma quantificação econômica. Se nós reduzirmos os processos em juízo, estaremos reduzindo o potencial de gastos do judiciário´, disse.
(Wallace Nunes - InvestNews)