Em discurso, Lula falou sobre a política do segundo mandato, destacando ações de coalizão com partidos antes adversários. "O Geddel é o exemplo mais forte dessa coalizão e a demonstração inequívoca de que quando falamos de transição, falamos para valer. Quando analisamos só o que as pessoas fizeram ontem, não temos acordo com ninguém. Neste segundo mandato, eu não tenho tempo de pensar em ontem. Estou preparado para pensar amanhã, depois de amanhã", disse. Geddel Vieira Lima é filiado ao PMDB, antes aliado ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Lula aproveitou o pronunciamento para elogiar os ex-ministros Pedro Brito (Integração Nacional) e Agenor Álvares (Saúde) e, principalmente, a Márcio Thomaz Bastos, que deixou o Ministério da Justiça por opção própria. "Minha mãe me disse: "você só vai dar valor às coisas quando não tiver mais essas coisas". Márcio, o Brasil é grato por um dia você ter aceito ser ministro da Justiça deste País", falou o presidente.
Em seguida, com descontração, Lula afirmou que certamente Bastos continuará sendo seu advogado. "Quem já foi governador, prefeito, sabe que os processos aparecem quando a gente deixa o cargo. Márcio, prepare uma mesa, um bloco de papel porque vou precisar da sua ajuda - e gratuita - mais para a frente", disse.
(Redação - InvestNews)