A perspectiva de crescimento da economia é sustentada por diversos indicadores. De acordo com o Copom, há sinais de aumento dos investimentos e do consumo das famílias. Por causa das perspectivas de aumento do emprego, da renda da população e do crédito, o Banco Central espera que o consumo permaneça crescendo. A ata ressalta que o crescimento de 1,7% na produção de bens de capital e 2,1% na produção de bens de consumo duráveis, em janeiro, sinaliza que provavelmente terá continuidade em 2007 o robusto desempenho que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou em 2006. "Sob a ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (em 2006) teve performance bastante encorajadora, ao registrar crescimento de 6,3%, o segundo melhor resultado em nove anos."
O crescimento dos investimentos das empresas para a ampliação da capacidade produtiva forçou a queda da utilização da capacidade instalada. "Dessa forma, em que pese a expectativa de aceleração do crescimento da demanda agregada em 2007, ainda não se antecipam descompassos significativos entre oferta e demanda agregada que possam determinar desvios da inflação da trajetória de metas."
(Fernando Exman - InvestNews)