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Taxas de longo prazo sobem na primeira etapa

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SÃO PAULO, 14 de março de 2007 - Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) os juros para contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentam ligeira alta neste manhã influenciados pela deteriorização do mercado internacional. Hoje, novamente as principais bolsas na Ásia encerram o pregão acionário em baixa, refletindo a preocupação com relação ao setor imobiliário norte-americano. Na terça-feira, o mercado mundial foi atingido pelo temor de que as dificuldades enfrentadas pelas empresas do setor de crédito hipotecário subprime acabem contaminando outros segmentos da economia dos Estados Unidos.

Acompanhando a tensão do mercado, importantes bolsas na Europa operam em queda, assim como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Valores de Nova York que seguem registrando baixa.

Instantes atrás, o contrato de abril de 2007, o mais líquido, saía a 12,67%, igual ao fechamento de ontem, após 171,4 mil transações e giro de R$ 17 bilhões. Julho de 2007 mostrava taxa de 12,42%, a mesma do ajuste anterior, com 22 mil negócios e volume de R$ 2 bilhões. O DI de janeiro de 2008 indicava taxa de 12,03%, como no último fechamento, após 85 mil transações e giro de R$ 7,7 bilhões. Janeiro de 2009 saltava de 11,85%, do ajuste passado, para 11,89%, com 105,9 mil negócios e volume de R$ 8,6 bilhões. O contrato de janeiro de 2010 subia de 11,86%, do fechamento de terça-feira, para 11,91%, após 136 mil transações e giro de R4 9,9 bilhões.

No cenário doméstico, os investidores ficam carentes de um evento importante para guiar os negócios. A expectativa é com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que será divulgada amanhã. O documento pode revelar os motivos que levaram o colegiado do BC a decidir pelo corte de 0,25 ponto percentual (atualmente em 12,75%) e também sinalizar quais os próximos passos que serão dados pelo comitê.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)