Agência EFE
WASHINGTON - As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram apenas 0,1% em fevereiro, após terem se mantido estáveis em janeiro, informou hoje o Departamento de Comércio.
As vendas no varejo representam quase a metade da despesa dos consumidores que, nos EUA, correspondem a quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado divulgado hoje indica um ritmo cauteloso de crescimento da economia.
Se forem excluídas as vendas nos postos de gasolina, as negociações no varejo se mantiveram estáveis também em fevereiro. Já se não forem consideradas as vendas de combustíveis e de veículos automotores, o negócio no varejo caiu 0,3% em fevereiro, a maior baixa desde abril de 2004.
O fraco resultado das vendas no varejo coincide com a recessão no setor de habitação e um desempenho frouxo do setor manufatureiro, o que torna menos provável a aceleração da economia nos próximos meses.
A maioria dos economistas tinha calculado que as vendas no varejo aumentariam 0,3% em fevereiro.
As vendas nas lojas de roupas caíram 1,8% em fevereiro, a maior queda desde setembro de 2005. O relatório mostrou que as vendas nas demais lojas diminuíram 0,6%, a maior redução desde junho de 2004. Já nas lojas de departamentos, as vendas desceram 1,6%.
No ramo de bares e restaurantes, os negócios diminuíram 1,2% em fevereiro e, segundo os dados do Governo, esta foi a maior queda desde setembro de 2003.
As vendas de veículos automotores e de autopeças, que em janeiro tinham caído 0,9%, subiram 0,9% em fevereiro.
A maior contribuição para o leve aumento das vendas no varejo em fevereiro veio dos postos de gasolina, onde houve um aumento dos preços dos combustíveis. As vendas dos postos subiram 1,2%, após uma redução de 0,5% no mês anterior.
A maioria dos economistas acredita que a despesa dos consumidores poderia crescer neste trimestre a um ritmo anual de 3,2%, comparado com um ritmo de 4,2% nos três meses anteriores.
Desde 1990, o crescimento da despesa dos consumidores vem registrando um ritmo médio anual de 3,3%.