Em um dia sem notícias relevantes, o mercado brasileiro abriu em baixa, acompanhando o movimento de venda observado em Nova York, onde os investidores refletiam a alta do iene e os sinais de deteriorização no mercado de crédito hipotecário do país. A reversão do quadro externo deu um estímulo às compras, com o índice chegando a subir 0,62% na máxima do dia.
De acordo com Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin, a economia norte-americana segue no foco do investidor. Segundo o especialista, há uma insegurança quanto à atividade econômica no país e os dados que serão apresentados esta semana é que darão o direcionamento do mercado.
Até sexta-feira, serão apresentados números sobre a inflação e o ritmo de produção nos EUA. Entre eles, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que deve ajudar na formação das expectativas sobre a taxa de juros, atualmente fixada em 5,25% ao ano. A próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) está agendada para semana que vem.
Segurando a valorização do índice, os papéis da Vale do Rio Doce (VALE5) avançaram 0,83%, para R$ 63,02. E a Usiminas (USIM5) ganhou 2,46%, para R$ 91,50. Os papéis refletiram as notícias de que o crescimento da Índia e na China segue forte, o que garante elevada demanda por commodities. "Por enquanto a demanda segue forte, mas sempre com este pé atrás quanto à economia dos EUA. Um sinal de desaceleração pode acabar contaminando a Ásia", avalia o economista.
Na ponta oposta, as ações da Petrobras (PETR4) caíram 1,43%, para R$ 41,90, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Sabesp, Copel, Light Eletrobrás e Itaúsa caíram mais de 2% cada.
Forte alta para os papéis da fabricante de papéis Klabin (KLBN4), que subiu 5,21%, para R$ 5,85, e para a Perdigão (PRGA3), com alta de 4,78%, para R$ 27,15.
Destaque para a estreante Anhanguera Educacional (AEDU11), que disparou 21,4%, para R$ 21,85. A companhia, primeira do setor de educação a entrar para o mercado, ofertou 24,75 milhões de units (certificado de depósito de ações, cada uma representando uma ação ordinária e seis preferenciais), a R$ 18 cada.
(Eduardo Campos - InvestNews)