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Via Campesina ocupa mina da Vale, mas é retirada por policiais

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REUTERS

RIO DE JANEIRO - Mais de 500 mulheres da Via Campesina ocuparam na manhã desta quarta-feira as instalações da mina de Capão Xavier da MBR, empresa da Companhia Vale do Rio Doce, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A ocupação ocorreu das 6h às 10h da manhã, quando a polícia retirou os ativistas, de acordo com a assessoria de imprensa da Via Campesina, uma articulação internacional de luta dos movimentos organizados do campo, como trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens.

Os ativistas reclamaram da maneira ríspida como os policiais retiraram as mulheres do local.

"O clima só ficou menos tenso quando chegou o secretário da reforma agrária do Estado de Minas Gerais, que está conversando com representantes das mulheres", disse uma assessora da Via Campesina por telefone à Reuters.

A assessora informou que a ocupação faz parte de uma série de protestos que estão sendo feitos pelo país para lembrar a luta das mulheres na semana dedicada a elas.

"Ontem, no Rio Grande do Sul, ocupamos quatro empresas transnacionais e outras em São Paulo...não há o que comemorar, queremos denunciar a política capitalista que não respeita a vida", disse uma assessora do movimento.

De acordo com comunicado da Via Campesina, o protesto é dirigido "contra as empresas transnacionais e o sistema financeiro, que buscam o controle dos recursos naturais do país, como os minérios".

A Vale confirmou a ocupação, mas não tinha nenhum executivo imediatamente disponível para comentar possíveis danos causados pelo movimento. A empresa sofreu no ano passado várias invasões de indígenas em unidades no Pará, que ocasionaram redução de exportação de minério.