Em dia morno, o dólar variou entre a mínima de R$ 2,111 e a máxima de R$ 2,120, para fechar a sessão vendido na mínima, com depreciação de 0,33%, reflexo da correção de preços. Em seus leilões diários, o Banco Central adquiriu divisas a uma taxa média de R$ 2,111.
No mercado global de moedas, o iene subia contra o dólar e o euro, após comentários do ex-chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, de que as operações de carry trade, em que os investidores obtêm empréstimos baratos em iene para comprar ativos de maior rendimento, devem se reverter.
Por aqui, a cautela com o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir a Selic para 12,75% ao ano, e com a divulgação do Livro Bege, compilação de dados sobre as condições da economia dos Estados Unidos, reduziu o ritmo dos negócios.
Apesar das incertezas que vêm abatendo os mercados desde a semana passada, os recursos continuam ingressando no País. Segundo dados do BC, o câmbio contratado ficou superavitário em US$ 6,977 bilhões em fevereiro, resultado da entrada de US$ 4,699 bilhões das operações comerciais e mais US$ 2,278 bilhões das transações financeiras. Já os bancos seguem apostando na queda do dólar e ampliaram suas posições vendidas para US$ 6,05 bilhões no mês passado, ante US$ 3,378 bilhões de janeiro.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)