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SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo teve nesta terça-feira o melhor dia em pouco mais de nove meses, à medida que investidores no mundo inteiro compraram ações que caíram muito. Segundo analistas, entretanto, a alta não indica que a forte volatilidade vista na última semana acabou.
- A bolsa está corrigindo em função dos mercados externos. Ontem caiu em função do cenário externo e hoje está melhorando...é a famosa correção técnica, resumiu Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros. "(Mas) a volatilidade permanecerá."
O principal indicador da bolsa paulista avançou 4,95 por cento, para 43.218 pontos --maior alta desde o ganho de 4,96 por cento de 25 de maio de 2006.
O movimento, entretanto, recupera apenas em parte a queda de quase 11 por cento acumulada de segunda-feira da semana passada até a véspera. O volume financeiro da Bovespa ficou em 3,5 bilhões de reais, relativamente em linha com a média diária do ano.
A corretora Spinelli, que já previa uma recuperação desde a véspera, também alertou que, no momento, repiques não anulam a situação de indefinição e volatilidade no curto prazo.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 1,30 por cento e o índice de principais ADRs brasileiros avançou 4,9 por cento. O risco-país caiu 5 pontos, para 196 pontos-básicos.
- Continuamos a achar que drivers positivos de mercados emergentes continuam no lugar, mas não adicionaríamos risco no momento e preferimos esperar por maior estabilidade e possivelmente melhores níveis de entrada, ponderou a corretora Merrill Lynch em relatório.
Dos 58 papéis do Ibovespa, apenas um caiu, Natura . As maiores altas foram as ordinárias da Brasil Telecom Participações, com alta de 9,59 por cento, e Cesp, com valorização de 8,70 por cento.
Os dois papéis mais negociados, Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras, subiram 7,73 por cento e 3,81 por cento, respectivamente.