Uma solução, na opinião de Singer, é que os empréstimos sejam repassados para Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que, por conhecer melhor a realidade dos pequenos empreendimentos, poderiam oferecer o empréstimo, garantindo o risco. 'Seria necessário que os bancos públicos retirassem os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e repassassem as centenas de Oscips, que por sua vez fariam a distribuição dos créditos', disse Singer.
Singer citou o exemplo do Banco do Nordeste, que criou uma organização, chamada de CrediAmigo, para oferecer microcrédito. 'O Banco do Nordeste é o único que faz microcrédito em grande escala para centenas de milhares de pessoas. A Oscip é do próprio banco', afirmou.
Atualmente, R$ 200 milhões de recursos do FAT são destinados ao microcrédito produtivo orientado. 'O problema não é a falta de fundos, mas chegar a eles. Não há ainda conhecimento mútuo entre as entidades de os bancos para que o crédito seja liberado', acrescentou o secretário.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)