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SÃO PAULO - Os mercados de ações da Ásia caíram mais uma vez nesta segunda-feira, dando sequência ao processo de vendas globais iniciado na semana passada. No Japão, a bolsa de valores de Tóquio perdeu mais de 3 por cento, com empresas exportadoras como a Toyota sofrendo mais uma vez os efeitos da elevação do iene.
A moeda japonesa atingiu o patamar mais alto contra o dólar e o euro nos últimos três meses, na medida em que os investidores correram para fechar suas posições de alto risco e quitar os empréstimos feitos em iene que financiavam essas operações.
"Se Nova York continuar caindo e o iene continuar se fortalecendo neste ritmo, não existe piso a vista para o Japão", afirmou Kirby Daley, estrategista da corretora Fimat, em Tóquio.
O índice Nikkei da bolsa de valores japonesa caiu 3,34 por cento, marcando a maior queda em nove meses. O movimento acabou levando ao rompimento do piso psicológico dos 17 mil pontos na bolsa pela primeira vez em aproximadamente dois meses e deixou os investidores se questionando sobre quando as ações vão reagir.
Os mercados em Hong Kong, Taiwan e Cingapura perderam entre 3 e 4 por cento e na Coréia do Sul, a bolsa de Seul caiu 2,71 por cento.
"Isso não é como no 11 de setembro, quando havia um motivo claro e a venda era razoável", afirmou Lim Chang-gue, gerente de um fundo da Samsung Investment Trust Management em Seoul.
"Alguma coisa ruim está acontecendo, mas não há uma razão clara. É esse desconhecimento que está fazendo as coisas piorarem, e as pessoas, portanto, estão apenas vendendo", acrescentou.
O índice MSCI, que mede a variação dos mercados asiáticos excetuando o Japão caia 3,86 por cento por volta das 7h12 (horário de Brasília). Outro indicador da região perdeu 4,1 por cento, depois de recuar 5,4 por cento na semana passada.
Em Xangai, a bolsa de valores caiu 1,63 por cento. Na semana passada, a queda de quase 9 por cento das ações no mercado chinês disparou o movimento de venda de papéis nos mercados internacionais.