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Dólar inverte rumo e cai 0,09% no final da manhã

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SÃO PAULO, 2 de março de 2007 - O mercado reagiu negativamente à queda dos principais índices acionários, ainda sob efeito da venda global de papéis nesta semana, na maior parte da manhã. Depois de atingir a máxima de R$ 2,133, o dólar perdeu força e fechou a primeira etapa dos negócios em queda de 0,09%, vendido a R$ 2,117. A notícia de que a China determinou corte nos empréstimos externos de curto prazo motivou mais turbulências nas bolsas.

O estopim para o ajuste de preços das bolsas se deu na terça-feira, com o tombo de quase 9% da bolsa de Shanghai, mais as atenções também estão voltadas para a economia norte-americana e para o desmonte de posições de carry trade - que lucram com o diferencial de retorno com aplicações em diferentes ativos.

Após uma semana carregada de divulgações, a pauta desta sexta inclui apenas o índice de sentimento do consumidor norte-americano. O indicador caiu para 91,3 pontos em fevereiro, depois de registrar o maior patamar em dois anos, aos 96,9 pontos em janeiro. Ainda no final do dia, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, fala sobre globalização e política monetária.

Internamente, o mercado assitiu a saída do diretor de política monetária do Banco Central (BC), Afonso Bevilaqua, na véspera. Como a notícia já era amplamente esperada, não causou mais vai-e-vem nos negócios. Já as dúvidas quanto a permanência de Henrique Meirelles no comando do BC foram neutralizadas pelos elogios de Luiz Inácio Lula da Silva à atual política econômica. Lula validou o conservadorismo do BC na definição das taxas de juros e de câmbio e a firme decisão de fortalecer as reservas internacionais do País, atualmente superiores a US$ 100 bilhões.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)