O DI de abril apresenta taxa de 12,71%, igual ao ajuste de quarta-feira, com 38,9 mil negócios e giro de R$ 3,8 bilhões. O contrato com vencimento em julho de 2007 mostrava juro de 12,50%, frente 12,48% do último fechamento, após 144 mil transações e volume de R$ 10,9 bilhões. Janeiro de 2008 saía de 12,14% para 12,16%, com 300 mil negócios e giro de R$ 27 bilhões. O DI de janeiro de 2009, o mais líquido, indicava taxa de 12,05%, ante 11,94% do ajuste passado, após 400 mil transações e volume de R$ 32,4 bilhões. Janeiro de 2010 passava de 11,95% para 12,07%, com 348,6 mil negócios e giro de R$ 25 bilhões.
Segundo o especialista, hoje os investidores voltaram as atenções para os Estados Unidos. Por lá, o Departamento de Comércio norte-americano informou que os gastos do consumidor subiram 0,5% em janeiro, seguindo uma alta de 0,7% registrada em dezembro. O setor, que responde por mais de 60% da economia, é o ponto de sustentação da economia dos EUA, dado o movimento de retração nos setores de construção e indústria.
O índice de preços relacionado aos gastos do consumidor (PCE), uma das medidas preferidas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para fazer sua avaliação sobre a inflação apresentou forte alta. O núcleo do PCE, que exclui da conta os combustíveis e alimentos, apresentou alta de 0,3% no período, maior avanço em cinco meses, depois de oscilar 0,1% em dezembro. Para alguns economistas, a alta pode se mostrar transitória, pois reflete o aumento com gastos medidos, mesmo ponto que pressionou a inflação no varejo.
Beleza também destaca a repercussão do índice de atividade no setor industrial dos EUA, que surpreendeu as expectativas registrando alta de 52,3 pontos em janeiro. Qualquer leitura acima dos 50 pontos indica expansão no setor. "As duas informações amenizaram a queda na Bolsa de Nova York, animando os investidores brasileiros", uma vez que os dados influenciam a política monetária norte-americana e refletem por aqui também.
Apesar disso, no cenário doméstico, os agentes repercutiram as declarações de Henrique Meirelles, que participou ontem de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. De acordo com o especialista, o discurso do presidente do BC deu a entender que o Copom promoverá um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic (13%), na reunião da próxima semana. "O mercado estava mais animado com um corte de 0,50, mas essa possibilidade diminuiu muito com as declarações de Meirelles, aliadas aos fatores externos", disse também referindo-se às bolsas européias e asiáticas.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)