Destaque para a forte participação do investidor estrangeiro, que comprou 76% dos papéis ofertados. As 14.427 pessoas físicas que participaram da operação ficaram com 8,33% das ações. E os 250 fundos de investimento levaram outros 13,65%.
A GVT atua nos segmentos de telefonia fixa, internet banda larga, telefonia via IP (VoIP), DDD e DDI. A companhia oferece seus serviços por meio das marcas GVT, POP e Vono, e estima que possui uma participação de mercado média de linhas em serviço de aproximadamente 11% na Região II (9 Estados e mais o Distrito Federal).
O controle da companhia era da Global Village Telecom Holland, com 100% do capital. A GVT Holland é subsidiária integral da GVT Antilles, que, por sua vez, é detida por alguns investidores financeiros. Com a realização da oferta, o GVT Holland reduziu sua participação para 25,8% do capital e alguns credores passaram a fazer parte do capital da empresa em decorrência de um contrato de conversão e repactuação da dívida, que converteu parte dos créditos contra a companhia em ações. Neste grupo, se encontram o ABN Amro Bank, que passou a deter 12,4% da empresa, e o Nortrust Nominees, que ficou com 10,5%. Outros credores agora retêm 11,6% do capital. O free float está em cerca de 40%.
Depois de algumas tentativas frustradas pelas condições do mercado e por definições da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia estreou no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) dia 16 de fevereiro. Há pouco, as ações negociadas sob o código GVTT3 caíam 5,46%, para R$ 20,60.
(EC - InvestNews)