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Índice reage e fecha com alta de 1,73%

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SÃO PAULO, 28 de fevereiro de 2007 - Depois de registrar a maior queda desde setembro de 2001, a Bolsa de Valores de São Paulo registra um pregão de recuperação. O Ibovespa fechou a sessão em alta de 1,73%, aos 43.892 pontos. Com a forte queda de ontem, a bolsa encerra o mês de fevereiro com perda de 1,68%, acumulando desvalorização de 1,3% em 2007. Ontem, quando o índice caiu 6,63%, foi registrado um novo recorde de negócios realizados. Foram 196.784 transações no pregão regular.

O movimento de compra acompanhou Nova York, onde Dow Jones e Nasdaq subiram 0,43% e 0,34%, respectivamente. Contribuindo para a retomada, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, disse que os mercados "seguem trabalhando bem" e que a economia dos EUA pode ganhar força em meados de 2007.

"A resposta veio bem, o mercado mostrou maturidade", avalia José Costa Gonçalves, diretor da Indusval Corretora. "O importante é que ocorre um ajuste. Muita gente começa a reavaliar o mercado. Esta história do ganha ganha, ninguém perde não existe."

De acordo com Costa, um sinal de que o mercado reagiu bem, é o forte volume financeiro do dia, mais de R$ 4,6 bilhões, o que indica que teve venda, mas a assimilação foi positiva.

Ontem, a Ásia voltou a ser um centro de incerteza, dado a rumores de intervenção do governo no mercado acionário, que vem apresentando expressiva valorização. Depois de subir mais de 20% desde janeiro, Shanghai devolveu parte do ganho com força, assustando os investidores. Estima-se que os fundos perderam mais de US$ 700 bilhões com a queda de ontem.

Na avaliação do especialista, houve um exagero no movimento de venda e o Brasil paga um preço caro por ter mais de 50% de seu mercado apoiado em commodities. Como a sinalização era de problemas na China, grande demandante de matérias-primas, a reação foi forte. "Para onde for o crescimento do mundo e tiver commodity o Brasil fica bem."

O susto veio da Ásia, mas Costa acredita que o mercado tem de manter o foco nos EUA, pois um sinal negativo proveniente de lá tem impacto muito superior a qualquer tropeço na Ásia. "Manteria o foco nos EUA, o crescimento lá arrasta o mundo. A China é conseqüência."

Sustentando o Ibovespa, as ações da Vale (VALE5) ganharam 3,65%, para R$ 62,64. A Petrobras (PETR4) subiu 0,65%, para R$ 42,88.

Forte recuperação para o setor de siderurgia. A Usiminas (USIM5) ganhou 4,75%, para R$ 88,41, seguida pela Metalúrgica Gerdau (GOAU3), com alta de 4,3%, para R$ 44,80. A CSN (CSNA3) avançou de 3,04%, para US$ 74,10. As ações da Gerdau (GGBR4) ganhavam 1,57%, para R$ 36,21. A siderúrgica encerrou 2006 com lucro líquido de R$ 3,5 bilhões, crescimento de 7,6% sobre 2005.

Os papéis da América Latina Logística (ALLL11) caíam 0,20%, para R$ 24,35. A empresa encerrou 2006 com um lucro líquido consolidado de R$ 172,7 milhões, alta de 0,9% no comparativo anual.

Bom desempenho para as sucroalcooleiras São Martinho e Cosan. As ações da São Martinho (SMTO3) ganharam 3,76%, para R$ 27. A Cosan (CSAN3) ganhou 3,21%, para R$ 39,22. A companhia encerrou a negociação para a compra da Vale do Rosário, depois que os minoritários exerceram o direito de compra sobre a participação dos controladores da companhia.

(Eduardo Campos - InvestNews)