O preço do óleo acima de US$ 61 o barril e as declarações do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Alan Greenspan alertando sobre a possibilidade de recessão no final do ano ofuscaram uma tentativa de retomada em Nova York, onde os investidores repercutiam o anúncio de aquisição da TXU, companhia energética do Texas, por US$ 45 bilhões. Se aprovada, essa será a maior aquisição já realizada nos EUA.
"Essa é a tendência natural da bolsa. Não ter fortes solavancos, mas sim um crescimento moderado", avalia Edson Marcellino, diretor de renda variável da FinaBank Corretora.
Para o especialista, os investidores estão se posicionando, pois o ano começa, de fato, agora, com a definição da equipe econômica e da agenda de reformas que podem ser votadas.
Segundo Marcellino, existe uma grande expectativa quanto à escolha da nova equipe do Banco Central. "O mercado espera para ver se com essa mudança haverá uma flexibilização maior dos juros", avalia.
Segurando as perdas, as ações da Petrobras (PETR4) avançaram 0,39%, para R$ 45,61, e as da Vale (VALE5) ganharam 0,69%, para R$ 65,45.
Destaque para o setor siderúrgico, com a Arcelor (ARCE3) avançando 3,45%, para R$ 50,90. A Metalúrgica Gerdau (GOAU3) ganhou 3,07%, para R$ 46,90. E a Usiminas (USIM5) subiu 0,87%, para R$ 93,50.
Bom desempenho para as ações da Ipiranga Petroquímica (PTIP4), que registraram alta de 3,78%, para R$ 23,88, e para os papéis da Klabin (KLBN4), com ganho de 2,97%, para R$ 5,54.
Forte queda para a Eletropaulo PNA (ELPL5), com queda de 3,60%, para R$ 102,50, e para a Cyrela (CYRE), que perdeu 2,14%, para R$ 20,50.
(Eduardo Campos - InvestNews)