Em dois discursos proferidos esta semana, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, voltou a enfatizar a preocupação da autoridade monetária com a inflação, indicando que qualquer movimento de alta será rechaçado com juros maiores.
Na quarta-feira, a reação às declarações foi forte, com os mercados testando novas máximas. Ontem, o pregão, tanto aqui como em Nova York, andou de lado, mas os investidores norte-americanos foram às compras no final do pregão, garantindo uma alta de 0,18% para o índice Dow Jones, que fechou aos 12.765 pontos - novo recorde.
Na Bovespa, o índice chegou a subir 0,40%, para 46.178 pontos, registrando nova máxima intraday, mas não teve sustentação. O recuou das ações da Petrobras segurou o Ibovespa em baixa e o indicador encerrou o pregão com leve baixa de 0,09%, aos 45.955 pontos.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os índices futuros indicam abertura do pregão em baixa. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em abril caía 0,36%, para 46.570 pontos.
A proximidade de feriados também pode levar a um ajuste de posições. Segunda-feira não há pregão em São Paulo e em Nova York. Na terça-feira, o mercado brasileiro segue fechado e na quarta, antes da retomada dos negócios, às 13 horas, outro importante indicador inflacionário dos EUA será divulgado: o Índice de Preços ao Consumidor (CPI).
Os mercados asiáticos encerraram a semana sem tendência definida. Em Tóquio, houve uma leve realização depois de uma alta que impulsionou o Nikkei para o maior patamar em sete anos ontem. Hoje, o indicador encerrou em baixa de 0,12%. Alta em Seul e Hong Kong, onde as bolsas avançaram 0,36% e 0,14%, respectivamente. Na Europa, Londres opera em baixa de 0,15% e Frankfurt perde 0,05%.
(EC - InvestNews)