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Canadá e Rússia têm ganho de produtividade com nuclear

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SÃO PAULO, 16 de fevereiro de 2007 - O Canadá e a Rússia obtiveram ganhos notáveis de produtividade com a geração de energia nuclear. Segundo pesquisa da Platts Nucleonics Week divulgada hoje, a produção dos reatores nucleares do Canadá cresceu 6,2% em megawatt-horas em 2006. Ajudada pela volta ao serviço do reator Pickering-1, a Ontario Power Generation obteve 14,7% a mais de geração de energia nuclear a partir da estação Pickering em 2006 do que em 2005, enquanto a Bruce Nuclear Power obteve 10,7% a mais a partir das suas instalações já existentes na estação Bruce. Enquanto isso, as usinas de energia nuclear da Rússia conseguiram cerca de 5,3% de energia a mais, ou cerca de 9 milhões de MWh, a partir de suas estações em 2006 do que no ano anterior. Os dois países mostraram a tendência de obterem mais geração a partir de seus reatores de energia durante muitos dos últimos anos.

As usinas de geração de energia nuclear dos Estados Unidos lideraram a lista mundial dos melhores participantes quanto à utilização da capacidade, ocupando metade das primeiras 50 posições, enquanto os reatores da Alemanha dominaram em tamanho, ficando no topo da lista dos 50 maiores geradores. Os Estados Unidos têm 103 reatores em operação. A St. Lucie-1, da Florida Power & Light, e a Vermont Yankee da Entergy, baseadas nos Estados Unidos, apresentaram as mais altas taxas de utilização da capacidade em todo o mundo, cada uma delas acima de 102%, durante o ano de 2006. A maior produção veio do reator Isar-2 de 1.475-MW da E.On, cujos 12.442.254 MWh ficaram quase 700.000 MWh a maior do que o segundo maior gerador, o Brokdorf, de 1.440 MW da Vattenfall-E.On. O gerador South Texas-2, de 1.333 MW, da South Texas Project dos Estados Unidos, ficou somente 16.000 MWh atrás do Brokdorf.

Os 58 reatores de energia nuclear da França tiveram bom desempenho durante o ano, mas não ficaram no topo dos mapas de desempenho, pois todos fazem seguimento de carga, reduzindo periodicamente a geração de energia para acomodar as necessidades de equilíbrio da rede. A França retira quase 80% de sua eletricidade das fontes de energia nuclear. Os 55 reatores do Japão foram atingidos por uma série de paralisações por motivos regulamentares durante os últimos três anos, o que manteve um número deles fora de serviços, e manteve a média nacional do fator capacidade abaixo de 70%.

A geração de energia nuclear representa cerca de 16% da produção de eletricidade em todo o mundo. O resumo anual de 2007 da Platts Nucleonics Week, sobre o desempenho mundial da energia nuclear, será publicado em fevereiro de 2008.

(Redação - InvestNews)