De acordo com Silveira, os preços dos grãos e cereais, especialmente a soja e o milho, estão sendo pressionados tanto por fatores externos como internos. No âmbito externo, os preços dos grãos têm aumentado principalmente como reflexo da aceleração do programa do álcool nos Estados Unidos.
Internamente, ele explica, o nível de estoques desses produtos está relativamente baixo, devido à safra ruim do ano passado - causado por problemas climáticos e financeiros - o que determina uma safra de porte moderado para este ano. "O quadro de escassez de 2006 tende a persistir em 2007", analisa, completando que o aumento desses preços acaba exercendo pressão sobre outros produtos, como por exemplo, a carne bovina, devido à elevação dos preços da ração.
Para este ano, o economista prevê aumento em torno de 4,2% para o IGP-DI, citando como outra possível fonte de pressão, além das commodities agrícolas, o aumento da demanda de serviços em geral - como barbeiro, cabeleireiro e manicure - devido à expansão dos rendimentos acima da inflação.
Ele salienta que a inflação só não vai subir mais porque o câmbio está valorizado, contendo a alta dos preços livres, e também porque os preços administrados devem seguir controlados frente ao bom comportamento dos Índices Gerais de Preços (IGPs), que servem como reajuste para esses itens.
(Nanci Santana - InvestNews)