A Mercer Human Resource, especializada em expatriação de executivos, já conta com uma carteira de clientes de 200 empresas que buscam ganhar o mundo. O especialista Marcelo Alfieri, da consultoria, tem percebido crescente procura de empresas, especialmente nos últimos dois anos. "Há um interesse maior em expatriar executivos; a parte técnica e administrativa são geralmente do pessoal local", afirma ele.
A expansão das atividades da Odebrecht no exterior em 2006 levou a empresa a contratar lá fora e a demitir no Brasil. Entre 2006 e o ano passado, o total de empregados diminuiu de 17 mil para 16,2 mil, menos 800 pessoas no Brasil. Mas no exterior o total subiu de empregados aumentou de 12 mil para 15,3 mil no período - 3,3 mil pessoas foram contratadas. Não é para menos que a empresa caminhe para um maior número de funcionários no exterior: 75% do faturamento está fora do Brasil.
A Coteminas conseguiu abocanhar importante fatia do cobiçado mercado norte-americano ao associar-se ao grupo local Springs Industries, dando origem à gigante Springs Global (receita anual de US$ 2,4 bilhões), com unidades espalhadas pelos EUA, Canadá, México, Argentina e Brasil. A expectativa, agora, é de expansão para os mercados europeu e asiático, com parte das vendas externas partindo do Brasil.
No ano passado, a paranaense WEG Motores, previu que metade da sua produção fosse realizada no exterior até 2008. A empresa tem pelo menos 1,8 mil funcionários fora do País em unidades na China, México e Argentina.
A Marcopolo, uma das maiores fabricantes mundiais de carrocerias para ônibus, com sede em Caxias (RS), firmou no final do ano passado parceria para produzir em Moscou, com vistas para o mercado do Leste Europeu. A empresa já opera no México, Colômbia, Argentina, Portugal e África do Sul.
A extrema valorização do real e a forte oferta de capital de baixo custo no exterior facilitaram as experiências de internacionalização também das empresas Vale do Rio Doce (comprou a Inco), Natura (tem focado no Europa) Votorantim, Gerdau, Friboi, Camargo Corrêa e Petrobras.
(Sabrina Lorenzi - InvestNews)