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Empresário estima menor inadimplência em 2007

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SÃO PAULO, 5 de fevereiro de 2007 - A expectativa de aumento da inadimplência da população caiu em 2007. A maioria dos empresários, 55%, espera crescimento da inadimplência do brasileiro no primeiro trimestre do ano. Em 2006 esta percepção era de 60% dos entrevistados pela Serasa para a elaboração da pesquisa Perspectiva Empresarial.

Na avaliação para o primeiro semestre, a percepção de alta e estabilidade na inadimplência divide igualmente os empresários, 42%. O comércio e a indústria são os segmentos que mais apostam em alta para o trimestre, 58% e 57%, nesta mesma ordem. As regiões Norte e o Nordeste são as mais pessimistas para o semestre, ambas com 46% de seus empresários nesta opinião.

Porém, quando perguntados sobre a inadimplência no seu próprio negócio no primeiro trimestre de 2007, a maioria, 59%, acredita em estabilidade, mesmo número de 2006. O percentual de empresários que espera queda da inadimplência subiu de 20%, em 2006, para 24% neste primeiro trimestre.

Apostam mais na estabilidade da inadimplência no primeiro trimestre do ano o setor de serviços e a indústria, e por região a Sudeste (67%, 66% e 63%, respectivamente).

O comércio se sobressai com a perspectiva de aumento da inadimplência maior que os demais segmentos. E por região os menos otimistas para o trimestre estão no Centro-Oeste.

Sobre endividamento da população, a maioria, 64%, aposta em aumento, contra 67% do ano anterior, para o trimestre. A percepção é maior no Norte (79%), Sudeste (66%) e por setor entre as instituições financeiras (73%).

Para os empresários dos setores indústria, comércio e serviços, o crédito geral deve crescer no primeiro trimestre deste ano, 55%, 50%, 58%, respectivamente. A região Sudeste é a mais otimista para o trimestre, com 59% apostando em expansão do crédito, e o Sul para o semestre (64%).

A maioria dos entrevistados das instituições financeiras, 85%, aposta em crescimento da oferta de crédito para pessoa física e 79% para a pessoa jurídica, no trimestre. O aumento médio do crédito para consumidor esperado para os três primeiros meses deste ano é de 14,5%, e para as empresas, 12,1%.

Foram ouvidos 1.021 executivos (presidentes, diretores e economistas-chefes) de todo o Brasil entre os dias 8 e 12 de janeiro. Os resultados retratam a percepção das empresas sobre o ambiente e os resultados foram obtidos a partir da média ponderada das respostas de cada empresa e consideram a maior proporção das respostas possíveis (crescimento, estabilidade e queda).

(Redação - InvestNews