A última alteração feita nos juros foi realizada em junho. A alta de 0,25 ponto percentual marcou o fim de uma série de 17 reajustes consecutivos iniciada em junho 2004.
De acordo com comunicado divulgado junto com a decisão, os últimos indicadores apontam para um crescimento econômico mais sustentado, e alguns sinais de estabilização vêm sendo detectados no mercado imobiliário. "No geral, a economia deve se expandir de forma moderada nos próximos trimestres."
No comunicado do dia 12 de dezembro, o Fed destacava que a atividade econômica perdera força no decorrer de 2006, refletindo, em parte, a substancial retração observada no mercado imobiliário. Embora os indicadores fossem dispersos na época, a expectativa era de que a economia deveria seguir crescendo de forma moderada.
O segundo parágrafo do comunicado traz uma outra importante mudança. Nele, o Fed afirma que a leitura do núcleo da inflação apresentou "modesta melhora" nos últimos meses e que as pressões inflacionárias tendem a moderar no decorrer do tempo. No entanto, o banco segue alertando, mas agora de forma menos enfática, que a forte utilização de matérias-primas tem potencial para sustentar pressões inflacionárias. No comunicado anterior, a frase era "a leitura do núcleo da inflação segue elevada".
O terceiro e último parágrafo seguem o mesmo tom, com o Comitê julgando que alguns riscos de inflação permanecem e que a atuação da autoridade monetária dependerá dos dados futuros sobre inflação e crescimento.
(Eduardo Campos - InvestNews)