ASSINE
search button

Investimento estrangeiro em álcool salta 3150% em 2006

Compartilhar
BRASÍLIA, 25 de janeiro de 2007 - Números revelam que o álcool combustível já pode ser considerado a nova menina dos olhos do investimento externo no Brasil. Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central, o total investido por estrangeiros nesse setor da economia aumentou mais de 3000% em 2006.

No ano passado, o volume de recursos para a indústria de álcool, petróleo e outros combustíveis cresceu impressionantes 3150%. O ano terminou com US$ 260 milhões em investimentos contra US$ 8 milhões de 2005. Com esse aumento, o segmento que respondia por parcela próxima de zero de todo investimento estrangeiro em 2005 passou a ser responsável por fatia expressiva em 2006, de 1,2%.

A explicação para esse salto é simples: o aumento vertiginoso do interesse estrangeiro pela tecnologia brasileira que transforma a cana-de-açúcar em combustível limpo, renovável e mais barato que os derivados de petróleo. Diante das discussões sobre a necessidade de se reduzir a emissão de poluentes fósseis e as metas estabelecidas no Protocolo de Kioto, o álcool combustível é encarado cada vez mais como uma das alternativas mais viáveis para o futuro próximo.

Esse quadro trouxe ilustres visitantes às usinas de cana-de-açúcar brasileiras. No início de 2006, os jovens milionários Larry Page e Sergey Brin, criadores do sistema de busca na internet Google, pisaram em terras paulistas para conhecer a tecnologia brasileira e deixaram o País com a intenção de investir no combustível verde. Outro nome da informática, Bill Gates, dono da Microsoft, também anunciou interesse no combustível brasileiro. Mais recentemente, foi a vez do megainvestidor George Soros colocar alguns milhões de dólares em três usinas de álcool no Mato Grosso do Sul.

O chefe do departamento econômico do BC, Altamir Lopes, avalia que o setor deve liderar a atração de recursos nos próximos anos. ´Assim como aconteceu com as telecomunicações, a Internet e, mais recentemente, o setor imobiliário e de construção civil´, compara.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)