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PAC pouco entusiasma Fiec

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SÃO PAULO, 23 de janeiro de 2007 - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Proença de Macedo, disse que o esperado Programa de Aceleração do Crescimento, Pac, não o entusiasmou. ´Já vi esse filme e estou ainda com um pé atrás. As intenções podem existir, mas as competências para fazer o programa funcionar estão por vir.´

Para o dirigente, o plano envolve questões emergenciais, que realmente precisam ser feitas, mas se é isso que vai garantir o crescimento de 4,5% ou 5%, ainda não é possível avaliar, afirmou ele em nota distribuída à imprensa.

Para haver crescimento, segundo o empresário, é preciso equilíbrio dos dois lados, mas o que o governo propõe é a prorrogação de CPMF, que já deveria ter acabado há muito tempo. ´Apesar de ser chamado de programa, pode ser mais um pacote, a exemplo do ocorrido noutros governos, que ao serem abertos não traziam mudanças efetivas. Estou torcendo para que não seja mais um desses.´

No entendimento de Macedo, os fundamentos são ainda de final de campanha, eleitoreiros, com o propósito de angariar simpatia da população. ´Algumas áreas foram anunciadas na proposta - como investimento em infra-estrutura, estímulo ao crédito, desenvolvimento institucional, desoneração de administração tributária e medidas fiscais de longo prazo -, mas quando chega na hora de falar sobre reforma, o PAC ´só passa só por cima´, deixando o assunto para depois´, assinalou.

Com o nível de recursos tirados da economia para o governo (alta carga tributária), e diante do programa, que em nenhum momento menciona a redução de custos da máquina estatal, mas anuncia altos investimentos até 2010, Macedo não sabe como será possível crescer sem o ajuste de despesas, dos custos operacionais.

(Redação - InvestNews)