As medidas dramáticas tomadas pela empresa evidenciam os desafios que o setor enfrenta, como a crescente competição com genéricos e a perda de patentes. Esta é a segunda vez em dois anos que a empresa se vê obrigada a anunciar um grande plano de reestruturação para combater a perda de receita provocada pela perda de patentes. Este ano, a perda de exclusividade em alguns medicamentos deve resultar em US$ 14 bilhões a menos em receitas.
Hoje, a companhia reportou forte crescimento no lucro no quarto trimestre, resultado puxado pela venda de sua unidade de produtos de consumo, que fez frente a uma retração na vendas de medicamentos.
A companhia lucrou US$ 9,45 bilhões, ou US$ 1,32 por ação, no último trimestre de 2006, contra os US$ 2,73 bilhões, ou US$ 0,37 por ação, registrados em igual período de 2005. Descontando ajustes, compras e outros custos, o lucro seria de US$ 0,43 por ação, ainda assim superior ao esperado pelos analistas. A companhia obteve US$ 7,9 bilhões em lucro da venda de sua unidade de consumo para a Johnson & Johnson.
No período, as receitas avançaram menos de 1%, para US$ 12,6 bilhões, resultado de menores vendas, com destaque para o antidepressivo Zoloft e para o Liptor, utilizado no combate ao colesterol.
(Redação - InvestNews)