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Indexar salário do funcionalismo é a pior alternativa

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SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2007 - A decisão do governo de querer indexar a correção tanto dos salários do funcionalismo público como do salário mínimo é um problema a mais para as contas públicas, e não a solução. A avaliação é do economista-chefe da Grau Gestão de Ativos e especialista em contas públicas, Pedro Paulo Bartolomei, que diz acreditar no caráter inequivocadamente expansionsta das despesas.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado na manhã de hoje pelos integrantes do governo federal prevê, a partir de agora, que a folha de pagamento de ativos e inativos seja reajustada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido pelo aumento real de 1,5% ao ano. Há, ainda, a política de longo prazo para o salário mínimo, que terá reajustes que acompanha o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

"Toda vez que se impõe um indexador que seja teto para alguma coisa, acaba virando piso", disse Bartolomei, referindo-se a uma frase do economista Mário Henrique Simonsen, férreo defensor do equilíbrio das contas públicas. "A mensagem que o governo precisa passar ao funcionalismo é a de que, se houver um aumento, será por meio de negociação como qualquer outro setor da economia."

(Simone Cavalcanti - InvestNews)