Depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,128 e a máxima de R$ 2,137, o dólar encerrou vendido a R$ 2,136, com valorização de 2,136. O BC comprou dólares a uma taxa média de R$ 2,1340. Com os leilões, as reservas internacionais já somam US$ 88,8 bilhões.
Para o mercado, se não fossem as atuações do BC, o dólar poderia chegar a patamares há muito tempo não vistos. "Os leilões do BC estão segurando o câmbio, ao menos por enquanto, mas não sabemos até quando ele terá fôlego para isso", afirma Júlio Cesar Vogeler da Didier Levy. O profissional acredita que talvez a autoridade monetária tenha que lançar mão de outro mecanismo, ou até mesmo medidas administrativas para fazer frente ao fluxo positivo.
Ao longo do dia, os investidores acompanharam a divulgação do PAC, que prevê o investimento de cerca de R$ 503 bilhões até 2010, em infra-estrutura e na desoneração fiscal, entre outros setores. Para Guido Mantega, ministro da Fazenda, o objetivo do programa é garantir um crescimento do País mais robusto do que os 3% registrado no ano passado.
Por aqui, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 678 milhões na terceira semana de janeiro, elevando o acumulado no mês para US$ 1,655 bilhão.
Logo mais, o BC fará pesquisa de demanda para verificar as condições do mercado para a rolagem ou não de cerca de US$ 815 milhões em swap cambial reverso com resgate em 1º de fevereiro.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)